Espaçonave leva instrumentos para detectar calor e vibrações sísmicas nunca medidas fora da Terra

Reuters

A primeira espaçonave da Nasa construída para explorar as profundezas de outro planeta estava prestes a pousar em uma planície vasta e estéril de Marte nesta segunda-feira, levando instrumentos para detectar calor e vibrações sísmicas nunca medidas fora da Terra.

Depois de percorrer 548 milhões de quilômetros durante uma jornada de seis meses no espaço profundo, a sonda robótica InSight deve pousar na superfície poeirenta e pedregosa do planeta vermelho perto das 18h (horário de Brasília).

Se tudo seguir o plano, a InSight atravessará o topo da fina atmosfera marciana a 19.310 km/h. Freada pelo atrito, o acionamento de um paraquedas gigante e retrofoguetes, a InSight descerá por 123 quilômetros de céus marcianos e chegará ao solo em 6,5 minutos, se movendo a meros 8 km/h quando pousar.

A sonda estacionária, lançada em maio do Estado norte-americano da Califórnia, fará uma pausa de 16 minutos para a poeira assentar, literalmente, no local de pouso, e depois painéis solares em forma de disco serão abertos como asas para captar energia.

A equipe do controle da missão do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da Nasa, que fica perto de Los Angeles, espera receber uma confirmação em tempo real da chegada da espaçonave graças a dados retransmitidos por um par de satélites de miniatura que foram lançados juntamente com a InSight e sobrevoarão Marte.

Os controladores do JPL também esperam receber uma foto dos novos arredores da sonda na planície marciana reta e lisa próxima do equador do planeta, chamada Elysium Planitia.

Ela está a cerca de 600 quilômetros do local de pouso do Curiosity, jipe marciano do tamanho de um carro enviado em 2012 que foi a última espaçonave enviada pela Agência Aeroespacial dos Estados Unidos a Marte.

Menor e pesando 360 quilos, a InSight –abreviação de Exploração Interior Usando Investigações Sísmicas, Geodesia e Transporte de Calor– é a 21ª missão marciana dos EUA, que começou com os sobrevoos Mariner nos anos 1960. Quase duas dezenas de outras missões marcianas foram enviadas por outras nações.

A sonda passará 24 meses –cerca de um ano marciano– usando monitoramento sísmico e leituras da temperatura subterrânea para desvendar mistérios sobre a formação de Marte e, por extensão, das origens da Terra e de outros planetas rochoso do sistema solar interior.

Fonte: O Liberal

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