destaque 545121 img 1226 300x169 - Trabalhador liga de orelhão e denuncia escravidão em Tailândia
(Foto: Divulgação

Seis trabalhadores foram resgatados por uma força tarefa composta pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), Exército Brasileiro (EB) e outras instituições, na madrugada desta quarta-feira (03), na cidade de Tailândia, nordeste paraense. O resgate ocorreu após um trabalhador conseguir ligar para o 191 de um telefone público e denunciar a situação

Os resgatados, todos oriundos da região Nordeste do Brasil, trabalhavam em condições análogas à escravidão, vendendo panelas pelas ruas da região sem nenhuma garantia trabalhista, sem condições adequadas de trabalho, sem banheiro ou alojamento (dormiam em redes armadas sob árvores) e com dívidas com o empregador geradas desde o início da viagem de sua origem para o estado do Pará.

De acordo com os trabalhadores, só recebia alimentação aquele que batia as metas de venda, e o transporte da fazenda para a cidade era feito no compartimento de carga de um caminhão baú.

Todos os resgatados já possuíam dívidas de até R$ 2.000 com o empregador, geradas desde o início da viagem do Nordeste para o Estado do Pará de forma a ficarem presos àquelas condições inadequadas por causa dessas dívidas e por ameaças feitas pelos empregadores..

PEDIDO DE RESGATE

O resgate só foi possível porque, no último domingo (30), um dos trabalhadores conseguiu ir a um telefone público, ligou para a PRF por meio do telefone 191 e pediu ajuda para sair do local.

A central operacional da PRF recebeu o pedido de socorro, conseguiu levantar algumas informações que possibilitaram a localização dos acontecimentos e, após isso, uma grande operação policial de resgate foi desencadeada.

O acusado responderá na justiça pelos crimes previstos no Art. 149 do Código Penal Brasileiro, e deverá pagar todos os direitos trabalhistas, bem como assinar a CTPS de todos os trabalhadores. A prisão não foi efetuada por causa da legislação eleitoral.

A equipe de resgate era composta por agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF), servidores do Ministério Público do trabalho (MPT) e do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), além de militares do Exército Brasileiro (EB).

As informações são da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

(DOL)

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