Vladimir Platonow – Repórter da Agência Brasil
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O empresário Jacob Barata Filho (C) foi preso no Aeroporto do Galeão, quando se preparava para viajar para  Portugal    Arquivo/Agência  Brasil

Desembargadores do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF 2) mantiveram, em julgamento nesta quarta-feira (26), a prisão do empresário do setor de ônibus Jacob Barata Filho. Ele está preso desde o dia 2 deste mês. Barata foi detido no Aeroporto Internacional do Galeão, quando se preparava para viajar a Portugal.

O empresário foi preso na Operação Ponto Final, um desdobramento da Lava Jato que investiga a relação criminosa entre empresários de transporte público com o pagamento de propinas milionárias a políticos para manutenção de tarifas maiores e obter outras vantagens.

d6cf7867 62f3 46f7 bade 14735669f8c8 300x207 1 300x207 1 300x207 1 300x207 - TRF2 mantém prisão do empresário Jacob BarataO advogado José Carlos Tórtima, que defendeu Barata, com pedido de habeas corpus, argumentou que seu cliente não fazia parte da classe de criminosos contumazes, como assassinos em série e traficantes, e pediu que ele fosse transferido para prisão domiciliar, sob fiança e com uso de tornozeleira eletrônica.

Porém, o argumento da defesa não convenceu a maioria dos desembargadores, que mantiveram a prisão preventiva de Barata, considerado o maior empresário do ramo de ônibus do estado do Rio e um dos maiores do Brasil.
Votaram contra o habeas corpus  os desembargadores Abel Gomes e Paulo Espírito Santo. Votou pela concessão de prisão domiciliar o presidente da turma, desembargador Ivan Athié. O advogado de Barata disse que vai apelar ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Edição: Nádia Franco

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