A primeira doação de instituições do Norte do Brasil para ajudar a reconstruir o acervo do Museu Nacional do Brasil ocorrerá nesta segunda-feira, 12 de novembro, às 15 horas, na sala de recitais do Centro de Ciências Sociais e Educação (CCSE) da Universidade do Estado do Pará (Uepa). Na ocasião, além da devolução de 314 espécimes emprestadas pelo Museu Nacional, a Uepa irá doar outras 200 da Coleção Didático-Científica Dr. Joachim Adis.

Graças à parceria entre pesquisadores cariocas e a Uepa, uma parte do legado entomológico resistiu à tragédia por ter sido disponibilizada anteriormente para auxiliar em trabalhos de mestrandos e doutorandos da instituição, orientados pela Prof. Dra. Ana Lúcia Gutjahr.

Entre eles estão os gafanhotos-pigmeu e as esperanças, insetos miméticos, de coloração amarronzada ou esverdeada, característica dos habitats terrestres, em meio as folhas secas. Os exemplares do pequeno acervo foram coletados em diversas regiões do Brasil e até mesmo de países da América Latina, como a Colômbia, caso do exemplar mais antigo que data o início do século XX, compondo assim, uma importância social, cultural e sobretudo, histórica.

O curador da Coleção de Insetos do Museu Nacional, Dr. Pedro Dias, virá pessoalmente retirar as amostras. As doações pertencem a quase todos os grupos taxonômicos que incluem besouros, borboletas, formigas, gafanhotos, grilos, percevejos entre outros. Depois de ser destruído pelas chamas no último dia 2 de setembro, o Museu Nacional do Rio de Janeiro levará pelo menos 10 anos para ser restaurado, tempo estimado pelo grupo de trabalho da Unesco, que acompanhará a restauração.

(Diário do Pará)

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